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Espiritismo na Mídia: tendência ou religião?


Por Aline Moura e Tayrine Antunes





Neste ano, a Doutrina teve grande visibilidade na mídia, especialmente pela comemoração do centenário de um dos principais representantes do espiritismo, o médium Chico Xavier.

Na Rede Globo, o tema foi tratado por produções como a novela "Escrito nas Estrelas" e a minissérie "A Cura".

No cinema, a religião também marcou presença com "Chico Xavier - o filme" e "Nosso Lar", o segundo com aproximadamente 6 milhões de espectadores, de acordo com o site do jornal O Globo.

Mas como explicar o sucesso e a aceitação da religião na mídia? O Provisório SP, com Aline Moura e Tayrine Antunes, conversou com o diretor de TV e cinema André Marouço.


Mais informações: http://migre.me/2GLYW

Até quando o preconceito vai imperar?


Por Giselle Olmedo

Nos últimos meses temos vivido um período em que manifestações preconceituosas têm feito com que a sociedade reagisse por meio de protestos.Xenofobia, homofobia, incitações à pedofilia, entre outros ataques faz com que repensemos se ainda existe o primordial: o respeito ao ser humano.

Na última quinta-feira, 24, homossexuais e simpatizantes do movimento GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais) realizaram manifesto repudiando a posição da Universidade Presbiteriana Mackenzie em relação à criminalização da homofobia. Augustus Nicodemus Gomes Lopes, chanceler da Igreja Presbiteriana, que administra a universidade, declarou em carta aberta ser contra a aprovação do PL. A passeata começou em frente ao “Mack”, passando pela Rua da Consolação e tomando a Avenida Paulista. Os manifestantes encerraram o evento em frente ao número 777 da via, local onde, recentemente, foi agredido um jovem homossexual por um grupo de garotos.

Antes de mais nada, é bom lembrar que o Mackenzie sempre foi conservador ao extremo. Lá em meados de 1968, período ditatorial no Brasil, existiu um conflito armado entre duas faculdades: Mack e USP. A galera da USP, agitadora desde aquela época, era contra o domínio das forças armadas no governo e lutava pela democracia. Já o pessoal do Mack garantia que o melhor mesmo era continuar com as censuras, com os conflitos, com a repressão e toda a liberdade de expressão em prol do governo. Esta foi a famosa “batalha da Maria Antônia”, no centro de SP, devido às divergências de opinião.

Bem, o posicionamento opressor voltou a tona. Vanessa Rodrigues, 24 anos, auxiliar de escritório, esteve presente na manifestação e é aluna do Mackenzie. A estudante afirma que compareceu para somar àqueles que lutavam pelos mesmos direitos que ela. ”Esta é uma forma de conscientizar as pessoas que não é correto incitar a violência contra nós, como fez o chanceler divulgando esta carta”. A manifestação foi integralmente pacífica, justamente para mostrar à reitoria que é possível respeitar a realidade sexual do indivíduo sem agredir ninguém. Vanessa espera que a passeata surta efeito. “É uma forma de dizer que existimos e queremos lutar por nossos direitos”, afirma.

Moacir Andrade, 35, analista de sistemas, diz que participou do manifesto como forma humanística. O programador diz que não é homossexual, porém possui familiares que sofrem preconceito por terem se assumido. “Os jovens agredidos na Avenida Paulista e no Arpoador (Rio de Janeiro) mostram a sociedade preconceituosa em que vivemos. O dia a dia é cruel. Este protesto mostra que essa gente tem voz, que não admite esse tipo de tratamento e que a igualdade de credo, cor, raça ou orientação tem que valer. Não somos todos iguais perante a lei?”, indaga Moacir, que tem um irmão gay e uma prima lésbica.

Enfim, dar a voz às minorias tem sido importante nos últimos tempos, visto o tamanho preconceito que tem se alastrado. Engraçado como o Brasil, um país multirracial, ainda consegue ter atitudes que enojam àqueles que têm bom senso.

Viva a diversidade!

Imagens: Marina Morena Costa

Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher

Por Tamires Santana


No ônibus, a conversa entre duas mulheres dizia que o atendimento do Hospital das Clínicas era demorado, mas o paciente saía de lá com o problema resolvido, ao contrário de grande parte dos hospitais públicos de São Paulo. Uma delas mostra uma pequena cicatriz no pescoço, devido a uma cirurgia. O "danado" do cigarro, afirmou, era o principal motivo pela quase perda das cordas vocais e permanência de graves sequelas.

Devido às constantes tentativas de enforcamentos quando casada, o cigarro contribuiu para o agravamento do seu problema de saúde. O espantoso foi a naturalidade que a mulher discorria sobre a situação. Seria mesmo o cigarro o maior problema nesta breve narrativa?

Casos envolvendo a violência doméstica ainda são um grande problema social e, em sua maioria, não são admitidos pela vítima, dificultando a solução por parte das autoridades. A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil, segundo dados da Fundação Perseu Abramo.

Em São Paulo, os maiores índices de violência doméstica se concentram em Guaianases, de acordo com um levantamento realizado em 2007 e divulgado pelo site Observatório Cidadão. Extremo leste da cidade, a região já foi apontada como uma das mais carentes do município. De acordo com a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, é preciso conscientizar a sociedade de que a violência contra a mulher não é um problema de mulheres. "Não adianta imaginarmos que vamos enfrentar a violência contra as mulheres sem a colaboração dos homens, sem que eles entendam que isso os prejudica, prejudica suas famílias e os seus filhos. É preciso que eles atuem ativamente", afirma.



Jucinéia Ribeiro dos Santos Mendes, 26 anos, já prestou ajuda a uma amiga que passou por este tipo de situação. "Ela tinha um namorado que a agredia todo fim de semana e por duas vezes chegou a quebrar o nariz dela", relata. Jucinéia orientou a amiga a procurar ajuda das autoridades e a se separar. "Quem bate uma vez, bate sempre. É errado permanecer na relação", diz. Moradora do bairro do Grajaú e mãe de duas filhas, nunca sofreu agressões, mas já foi ameaçada pelo ex-marido por diversas vezes. Acionou o 190, fez uma representação contra o ex e, mesmo ainda o amando, não quis reatar o relacionamento. "Quando se trata de violência, em qualquer situação, é preciso tomar uma atitude para que o problema não se agravar e se transformar em tragédia", defende.

Hoje, 25 de novembro, é comemorado o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi definida no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, em 1981, em Bogotá. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.

Em São Paulo, existem várias Delegacias da Mulher criadas para denúncias e proteção à vítima. É válido esclarecer que a violência não é apenas física, pode ser sexual, moral e até patrimonial. Pode partir da família, justiça, trabalho, instituições públicas e até mesmo nas solicitações de serviços. A responsabilidade é de todos e não deve ser encarada como algo natural.


Confira os endereços das Delegacias da Mulher no Estado de São Paulo


Casos de violência doméstica em São Paulo






















A espera pela adoção




Lentidão da justiça dificulta o encontro por um lar






Por Aline Parenti




Os principais problemas para se adotar uma criança continuam sendo a burocracia e a falta de estrutura nas varas da infância e da adolescência para atender à demanda das famílias interessadas. Mesmo após um ano do Projeto de Lei nº 6222/05 ter sido aprovado, as famílias ainda encontram dificuldades para seguir com os processos de adoção na justiça.

O texto do projeto foi elaborado pelo Grupo de Trabalho de Convivência - formado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância e da Juventude (ABMP), Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério da Justiça e Ministério da Saúde.

A Lei, aprovada no dia 3 de agosto de 2009, prevê, entre outros itens, a criação de um cadastro nacional de potenciais adotados e adotantes que o Ministério Público deve alimentar e fiscalizar, assim como os critérios para convocação de interessados, a prioridade para adoção em território nacional e a fixação de prazos para decreto de perda do pátrio poder, de modo a agilizar a inclusão das crianças no cadastro. Determina também que o menor não poderá permanecer mais de dois anos em abrigos. Porém, não é isso que tem acontecido ultimamente.

A professora de português Lucia Regina está na fila para adotar uma criança há um ano e meio. Lucia não pode ter filhos e há muito tempo planeja adotar um recém-nascido. “Eu sempre quis ser mãe e quando me casei coloquei meu nome na fila para adoção. A assistente social já visitou a minha casa, fez toda a triagem e conversou comigo e com o meu marido, mas ainda não fui chamada”, conta.

O vice-presidente da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) para Assuntos da Infância e da Juventude, Francisco de Oliveira Neto, diz acreditar que a Lei da Adoção promoveu mudanças necessárias por ter criado, em primeiro lugar, o prazo máximo de dois anos de permanência de crianças e adolescentes em abrigos. “Segundo, porque obrigou os juízes a justificar, a cada seis meses, a permanência dos menores nessas instituições”, afirma Oliveira.

Na opinião do deputado João Matos (PMDB-SC), autor do projeto, a fila enfrentada pelas famílias que querem adotar ainda é muito longa por causa da burocracia. “Se a destituição do poder familiar fosse mais rápida, haveriam mais crianças disponíveis para a adoção”, garante.

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), existem cerca de 30 mil pretendentes à adoção no Brasil e 4,7 mil crianças e adolescentes cadastrados e aptos a serem adotados. Outro dado levantado pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) mostra que 80 mil crianças vivem em abrigos e que apenas 10% delas podem ser adotadas, por causa da lentidão da justiça.

Para a representante do Conselho Nacional de Psicologia, Iolete Ribeiro da Silva, falta estrutura no Poder Judiciário para que a lei seja cumprida. “A estrutura é precária e inoperante. Faltam profissionais (assistentes sociais e psicólogos, especialmente) para analisar os processos, fazer a triagem das famílias e realizar todos os procedimentos necessários à adoção” afirma a psicóloga.

Iolete também afirma que não concorda com a omissão da lei com relação à possibilidade de casais homossexuais adotarem uma criança. Segundo a psicóloga, a lei descreve apenas que “para a adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham uma união estável, comprovada a estabilidade da família”. Para a representante, essa omissão joga a responsabilidade da decisão no juiz responsável pelo processo na Vara de Infância e Juventude.

A pedagoga Santina Parenti trabalha a três anos em um orfanato localizado no bairro do Patriarca, zona leste de São Paulo. Segundo Santina, muitas famílias visitam o local e demonstram interesse em adotar um jovem, porém desistem quando tomam conhecimento de todo o processo judicial que isso envolve e o quanto é demorado. “Muitas vezes, as famílias se apaixonam e querem que aquela criança faça parte da sua família, mas o processo de adoção é tão lento e impõe tantas regras que várias desistem no meio do caminho”.

A pedagoga ressalta outro ponto importante: “A preferência das famílias é por crianças recém-nascidas ou menores de três anos e a maioria dos meninos não se enquadra nesse perfil”.

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cerca de 80% das famílias interessadas na adoção procuram filhos adotivos de até três anos, porém apenas 7% das crianças cadastradas estão nessa faixa etária.

“A lei não vai mudar isso. Essa preferência tem razões culturais e é necessário um processo educativo para mudar isso”, diz a pedagoga, apontando a necessidade de políticas sociais para estimular a adoção de crianças mais velhas e adolescentes.



Painel de debates na Fapcom

Por Giselle Olmedo


Hoje, 18 de novembro, às 20 horas, a Faculdade Paulus (Fapcom) promove um painel de debates aberto ao público com os professores Fábio França e Maria Aparecida Ferrari, dois grandes professores e pensadores da área de Relações Públicas.

Organizado pelos alunos do 6º semestre de RP do período noturno da instituição, a palestra abordará o tema "Gestão Estratégica do Relacionamento", a partir das experiências dos dois profissionais. Trata-se de uma atividade orientada pelo professor Paulo Régis Salgado, que ministra aulas da disciplina Planejamento em Eventos.


Fábio França é mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela USP, professor com mais de 30 anos de docência no ensino superior nas áreas de comunicação e relações públicas. Hoje em dia atua somente na área de consultoria, mas já trabalhou muito tempo na Cargil e na Universidade Metodista. Possui vários livros publicados, entre eles "Públicos: como identificá-los em uma nova visão estratégica" e "Manual da Qualidade em Projetos de Comunicação", em parceria com a professora Sidinéia Freitas.

Já Maria Aparecida Ferrari é professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Foi diretora da Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas também na Universidade Metodista de São Paulo de 2001 a 2008. Na área de comunicação, Maria Aparecida já atuou em áreas como cultura organizacional, administração de crises e projetos experimentais.

Esta é uma boa oportunidade para conhecer um pouco mais sobre a área, interessante a todos aqueles que trabalham com comunicação, por meio das experiências com grandes profissionais do mercado.

O encontro ocorre nas dependências na faculdade, na Rua Major Maragliano, 191, Vila Mariana.

Imagem: divulgação

Enquanto a cidade dorme

Por J.Paulo Carvalho

Já passa da meia-noite quando José Carlos Santos, 43, desembarca em Artur Alvim, penúltima estação da linha vermelha do Metrô. "A jornada é bem exaustiva. Saio de casa às 6 da manhã para chegar ao trabalho e, à noite, tenho aulas na faculdade. Meu dia só termina essa hora", afirma o auxiliar administrativo. Enquanto "Zeco" desce as escadas rolantes e o silêncio parece ecoar noite afora, surge um homem de amarelo: "Daqui pra frente, tudo vai ser diferente. Você tem que aprender a ser gente. E o meu orgulho não vale nada, nada. Você não sabe e nunca procurou saber, que quando a gente ama pra valer. O bom é ser feliz e mais nada, nada!" O rapaz, amarelo da cabeça aos pés, com a música de Roberto Carlos na ponta da língua, é Evandro Siqueira, 35. Ele é um dos responsáveis pela manutenção da linha vermelha do Metrô de São Paulo, durante a madrugada. Se para José Carlos o dia exaustivo de trabalho está chegando ao fim, o de Evandro está apenas no início.

Evandro, ou simplesmente Vandinho como é conhecido, trabalha na manutenção do transporte há 5 anos. "Já encontrei de tudo nesses trens, meu filho, de roupa perdida à camisinha usada. Aliás, você é jornalista, né? Isso vai sair no jornal?", indaga. "Não, não, é para a faculdade mesmo, mas a matéria estará num blog. Te passo o endereço depois, se você quiser...", respondo meio sem jeito.

Diariamente, o Metrô de São Paulo transporta cerca de 3,4 milhões de passageiros. Durante a madrugada, 2.300 funcionários espalham-se pelos 69 quilômetros da linha e fazem reparações nos equipamentos de controle nas áreas internas e externas. O cuidado também é dobrado com os ratos, já que eles podem danificar fios e cabos, colocando em risco a segurança dos trens.

Segundo o diretor do Metrô de São Paulo, Conrado Grava de Souza, à 1h a energia da linha é cortada para que os funcionários façam os reparos de rotina. Às 4h, a linha precisa ser liberada para que os trens voltem a circular.

Só este ano foi investido mais de R$ 30 milhões com a manutenção. De acordo com a empresa, essa verba corresponde aos serviços das Linhas 1, 2, 3 e 5. Inclui linhas operacionais, estações, pátios, trens, escadas rolantes, elevadores, mão de obra, materiais e serviços.

Foto: divulgação

Crianças de ruas: existe uma luz no fim do túnel?

Por Tamires Santana

O sinal amarelo se apaga, em seguida ficando vermelho. A criança corre para a frente de um veículo e faz malabarismo. Ao seu lado, um menino começa a limpar a maior quantidade de para-brisas em menor tempo possível, enquanto outros pequenos são vistos vendendo balas e chicletes.

Não é tão difícil encontrar cenas assim. Meninos e meninas nestas condições estão por todo o país, mas São Paulo conta com um aglomerado deles no centro da cidade.

Frente a esta realidade, o prefeito Gilberto Kassab sanciona o projeto de lei número 15.276, publicada no Diário Oficial da cidade em 03 de Setembro deste ano. A lei, já aprovada, estabelece diretrizes para a política de prevenção do trabalho infantil na capital.

Em entrevista ao portal Globo.com, o vereador Floriano Pesaro (PSDB), ex-secretário municipal de Assistência Social, defende que “a lei pode 'salvar' todas as crianças de rua que se encontram em situação de risco e sem nenhuma proteção da sociedade”.

Além disso, a ação esclarece os motivos pelos quais não se deve dar esmolas e comprar produtos de crianças e adolescentes em ruas, bares, restaurantes e semáforos, informando a população sobre os riscos e danos causados pela exploração do trabalho infantil e sua permanência nas ruas.

Para os críticos desta política, como Márcio Pochmann, ex-secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da prefeitura de São Paulo, “o governo tem o costume de promover uma política neoliberal na velha tradição brasileira de esconder os problemas ao invés de resolvê-los. A prefeitura acha que se o cidadão que parasse de dar esmola, o problema nem existiria. Parece que o rabo balança o cachorro!", critica.

Sidney Bettrami, 36, administrador, é contra essas "doações". “Tem muita criança pedindo esmola na rua, mas por trás existe um adulto explorador", diz.

O problema principal dessa situação é o fato de que grande parte das crianças e adolescentes de rua são fugitivos de casa devido a maus tratos. A vida na rua é muito dura e chega o momento em que o jovem quer sair desta situação.

Odemir Martins, 33, atendente, já foi abordado por vários moradores urbanos e preferiu dar outros tipos de ajuda que não fossem dinheiro. “De senhoras idosas a crianças, quando me propus a ajudar de alguma outra forma, me foi recusado', conta.

Uma alternativa completa se faz mais do que necessária. Isto abrange o desenvolvimento de artifícios que ofereçam educação, lazer e condições de moradia digna e não apenas uma tentativa de livrar o centro da cidade de “sujeitos não-desejados” pelos órgãos competentes.

Imagem: http://www.caiman.de/12_05/art_1/index_pt.shtml

Boletim Eletrônico de Ocorrência

Por Kelly Matias

Morar em grandes centros urbanos como São Paulo também tem suas desvantagens. A mais famosa delas é a alta criminalidade. Diariamente, várias pessoas são vítimas da violência em diversas situações. O registro desses fatos são feitos pela Polícia Civil. Porém, quem não conhece uma pessoa ou nunca passou várias horas dentro da delegacia a ponto de desistir de fazer o registro. O que muitas pessoas não sabem é que em alguns casos esses registros podem ser feitos pela internet.

A Delegacia Eletrônica emite o mesmo boletim de ocorrência emitido pelas delegacia. É considerado um documento oficial, emitido pela Polícia Civil e assinado por uma autoridade policial.
Veja em que casos você pode fazer o BOLETIM ELETRÔNICO DE OCORRÊNCIA:
• Furto ou perda de documentos;
• Furto ou perda de celular;
• Furto ou perda de placa de veículo;
• Furto de veículo;
• Desaparecimento de pessoa;
• Encontro de pessoa desaparecida.

Furto ≠ Roubo

É importante saber também que roubo e furto são crimes diferentes. O crime de furto é caracterizado pela ausência de violência ou grave ameaça contra a pessoa. Portanto, se o criminoso ameaçou (com ou sem uso de arma) ou agrediu a vítima para subtrair-lhe os documentos houve o crime de roubo e não de furto. E nos casos de roubo e demais ocorrências, não será possível registrar o BO pela internet. A vítima deverá procurar a Delegacia de Polícia mais próxima.

Em setembro deste ano, contador Hélio Martins de 36 anos, voltava do trabalho para casa de ônibus e ao descer sentiu falta da carteira. Dentro dela havia o cartão do bilhete único, o documento de identidade e R$20,00. "Imediatamente fui para uma delegacia e lá fui informado que poderia fazer o Boletim de Ocorrência pela internet. Fui pra casa e entrei no site da Polícia Civil e consegui fazer sozinho. No outro dia um policial me ligou confirmou as informações que havia digitado e me disse que meu boletim já estava liberado e seria enviado para meu e-mail", conta Hélio.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo em 2009, de janeiro a setembro, foram registradas 520.972 ocorrências por meio da Delegacia Eletrônica. Deste total, 361.495 BEOs foram autorizados. A maioria dos boletins de ocorrência eletrônicos autorizados em 2009, ainda de janeiro a setembro, foi de perda de documentos (221.515), furto de documentos (53.878), furto de celular ou pager (33.457) e furto de veículo (20.764).

Para ter acesso a este serviço, acesse:
www.ssp.sp.gov.br/bo

Foto:http://img.blogs.abril.com.br/1/cliqdext/parceiros/delegacia-eletronica-sp.jpg

O Mal de Alzheimer

Por Diana Nunes


O mal de Alzheimer é uma das principais doenças neurológicas existentes, sendo a mais frequente entre os casos de demência, que consiste na degradação intelectual do indivíduo ao longo do tempo. Ela atinge cerca de 15 milhões pessoas no mundo, principalmente pessoas acima dos 65 anos, embora seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas.

Como a doença é degenerativa, seu estado intermediário e avançado são encontrados normalmente nos idosos. Seu diagnóstico é complicado exatamente por isso, pois os primeiros sintomas são facilmente confundidos com características normais no começo do envelhecimento, como: pequenos esquecimentos, confusão de idéias, dificuldade com a linguagem, irritação e indícios de depressão.

O desenvolvimento da doença é a intensificação destes sintomas, principalmente a perda de memória, podendo até deixar de reconhecer pessoas da própria família. Infelizmente, não existe uma cura, mas há tratamentos com medicamentos que ajudam a diminuir a velocidade de seu crescimento. Também não há conhecimento exato do que realmente leva à doença. Porém, boa parte dos casos mostra que pessoas que possuem o mal, tiveram alguém da família com o mesmo problema.

O mal de Alzheimer causa grandes dificuldades na relação de quem a possui com as pessoas em sua volta. Por isso é muito importante que a família e os amigos se informem para que convivam de forma mais leve e saudável com o doente e consigam ajudá-lo a continuar sua vida normalmente.

Curiosidades



- Exercícios físicos, chá verde, dieta rica em frutas, verduras, cereais, feijão, nozes e sementes previnem os surgimentos de demências.


- Foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome.


Conscientização


Se você tem alguém próximo com o mal ou queira saber mais sobre o assunto, pode participar da palestra gratuita com o neurologista, Dr. Paulo Bertolucci, diretor científico da ABN (Associação Brasileira de Alzheimer). O evento é parte da campanha promovida pela entidade, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre os sintomas das doenças neurológicas e as suas formas de tratamento e prevenção.


SERVIÇO
Dia: 28 de setembro, terça-feira às 14h
Local: SESC Pinheiros - Sala de Atividades – 3º Andar (Rua Paes Leme, 195) Duração: 70 minutos
Capacidade: 30 vagas
Ingressos: Grátis – retirada com 30 minutos de antecedência


Foto: Divulgação

Sem carro por um dia


Por Thalita Féba


Diariamente, centenas de carros congestionam as ruas da capital paulista, gerando transtorno e stress para os motoristas e para toda a população.


Uma forma de minimizar o fluxo, por pelo menos um dia, é incorporar a cidade no “Dia Mundial sem Carro”.


Nesta quarta-feira (22), a campanha será acontecerá em mais de 1500 cidades ao redor do planeta. Seu objetivo é uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel particular nas grandes cidades, como forma de visar a preservação do meio ambiente.


Neste dia, as pessoas abandonam seus confortáveis automóveis para enfrentar uma verdadeira batalha no transporte público das grandes metrópoles. A luta começa por disputar um lugar dentro dos ônibus, ou praticar contorcionismo nos trens da CPTM. Depois fazer uma baldiação dentre as congestionadas linhas de metrô.


A meu ver, a campanha seria muito válida, se ao menos tivéssemos um transporte público mediano, com respeito mútuo entre as pessoas, sem a necessidade de praticar qualquer tipo de arte circense para se manter em pé.


Então, no dia mundial sem carro, UTILIZE seu automóvel confortável. Mas olhe para os vizinhos, e dê carona.


Pratique a solidariedade!


Foto: divulgação

A nova estação do metrô

Por Kelly Matias


A partir desta terça-feira (21), a cidade de São Paulo passa a contar com uma estação de Metrô. A estação Tamanduateí, da linha 2-Verde, vai atender aos passageiros que partem da região do ABC e utilizam a Linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no trajeto Luz-Rio Grande da Serra. Esta será a 58ª estação do metrô de São Paulo. A estimativa é que cerca de 70 mil passageiros utilizem a nova estação.


Segundo dados da CoMET, (Comunidade de Metrôs), que reúne as 11 principais redes metroviárias do planeta, o metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo, com 2 milhões de pessoas utilizando o meio de transporte por dia.


Claro que essa estação não resolverá o problema de transporte público de uma das principais capitais do país. Mas quem sabe ela pode aliviar...


Foto: Ale Vianna/AE

Galeria do Rock: um memorial de gerações







Por Aline Moura

Se existe um lugar em São Paulo onde podemos encontrar a diversidade, é a chamada Galeria do Rock. Na Av. São João, representa há anos a história do rock’ n roll para muitas gerações, que cresceram nas redondezas do edifício inspirado no formato do Copan e construído pelo arquiteto Alfredo Mat
hias.


O prédio, erguido em 1963, foi se remodelando aos poucos para construir a identidade que tem hoje. No início, era um shopping center que oferecia serviços desde salões de beleza, até lojas de serviços eletrônicos. Só no final dos anos 70, com a chegada das lojas de discos, o espaço ganhou um tom mais radical.

E através desta abertura, aos poucos, as lojas foram se modernizando, sendo voltadas para artigos e roupas ligadas a diferentes públicos e tribos que buscam artigos para caracterizá-los de acordo com o gosto musical.

Com todas estas características, a Galeria do Rock é mais do que um ponto turístico, é uma referência na história da capital paulista que compõe o centro. Hoje, o Instituto Cultural Galeria do Rock, uma associação criada na Galeria, revitaliza as 450 lojas que existem no espaço e oferece um excelente passeio as 20 mil pessoas que frequentam o local diariamente. Para que a Galeria possa retribuir a cidade a importância e o valor que recebe dos paulistanos.

Foto: Divulgação

Contrastes da vida urbana



Por Giselle Olmedo

Ontem eu estava na Rua Augusta, uma das vias mais alternativas da cidade. Sentada num banquinho, tomando açai e comendo esfiha de soja com um grande amigo, eis que me passa um rapaz, aparentando uns 25 anos, com um casaco no estilo grunge, calça jeans e chinelo "havaianas". O rapaz em questão é morador de rua e catador de latinhas na região do centro novo.

O que mais me chamou a atenção nesse moço foi o fato dele fuçar o lixo com luvas. Sim, aquelas luvas cirúrgicas, de hospital. Não me contive e comecei a conversar com ele. Questionei quanto ele ganhava catando latinhas e vendendo papelão. Ele não quis me falar (será que ficou com medo de que eu furasse o negócio dele? rs). Porém, meu objetivo maior era entender o porquê das luvas.

Eduardo, 27 anos, me explicou que já teve um grande problema com um germe, que infectou um de seus dedos quando fuçava material para venda no lixo. Daí, o grande motivo do "adereço". Infelizmente, o rapaz possui somente três pares, que conseguiu no hospital em que foi tratar o tal dedo polegar. Ele as reutiliza. Claro que o resultado não é o esperado, porém, é a maneira que ele viu para se proteger da sujeira paulistana.

Naquele momento, várias dúvidas passaram pela minha cabeça que, claro, não expus ao rapaz, mas conversei com meu amigo.
O que leva um jovem, da minha idade, a estar naquele lugar e se sujeitar a uma situação destas? Por quais motivos ele não busca trabalho ou uma vida nova? Será que estas oportunidades são dadas à ele?

O paulistano convive com tantos personagens, o tempo todo. Um lugar frequentado por pessoas que tem alguma condição de se divertir, mesclado à moradores de rua que tentam se proteger como podem dos perigos urbanos. Cabe um olhar mais apurado, buscando conscientização. Cabe cobrar dos governantes, cabe conversar com essa galera da rua pra entender suas reais necessidades e fazer despertar neles a vontade de mudar.

O moço não estava a fim de muito papo naquele domingo quente em Sampa. Porém, antes de ir embora, esfiha de soja e açai pro Eduardo, que educadamente, ele nos pediu. Cinco minutos de refeição, um "muito obrigado, moça e moço", e lá se foi o morador de rua. Mais um entre tantos na metrópole que nunca para.


Imagem: www.portalruaaugusta.com.br

O índio e o universo

Por Tamires Santana


Atire a primeira pedra quem nunca parou para observar o céu. Tudo bem se você prefere ficar no anonimato, mas fazer um pedido às estrelas não faz mal a ninguém. Imaginar o que há de existente na imensidão azul não é exclusividade do homem pós-moderno. Há milênios, o homem desenvolve estudos sobre os mistérios do Universo.


Diante desta curiosidade milenar, ciência e educação se unem para receber o Planetário Indígena, atrativo da Semana da Arte e Cultura. De 18 a 26 de setembro, o público (em grande parte professores e estudantes) poderá compreender como os povos indígenas interpretavam o universo, e como isso interferia nas suas atividades e crenças.


Os monitores prometem uma apresentação diferente e bem interativa. As sessões acontecem durante todo o horário de funcionamento da Estação Ciência. Em dias de maior movimento, haverá distribuição de senhas.


Estação Ciência - Centro de Difusão Científica, Tecnológica e Cultural da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo
Endereço: Rua Guaicurus, 1394 - Lapa SP
Telefone: (11) 3871-6750
Maiores informações, acesse: http://www.eciencia.usp.br/


Foto: http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/1005181.jpeg

Muito mais que uma simples primeira-dama



Por Felipe Andrade

Se estivesse viva, Ruth Cardoso completaria 80 anos no próximo dia 19 de setembro. Opções partidárias à parte, é necessário reconhecer todo o feito desta ex-primeira dama, de 1995 a 2002, para as políticas sociais do país.

Ainda durante a ditadura militar, Dona Ruth, como é chamada por todos, começou a realizar pesquisas sobre a necessidade e a evolução dos movimentos sociais do Brasil. Foi com ela que tiveram início os primeiros cadastros de famílias para distribuição de renda no país (hoje, o programa mais conhecido é o Bolsa Família).

Em 1995, baseada em toda sua experiência com a sociedade no Brasil e no mundo, Ruth criou a ONG Comunitas, com o objetivo de “
promover o desenvolvimento social do Brasil por meio do engajamento dos diversos setores da sociedade, estimulando e fomentando atuações coletivas em sinergia com um propósito comum: o enfrentamento das desigualdades sociais para a promoção de um Brasil mais sustentável.”

Além da Comunitas, Ruth Cardoso é responsável pela criação outras ONGs,nos mais diversos ramos da sociedade:

AlfaSol (Alfabetização Solidária)
: organização que trabalha desde 1996 pela redução dos altos índices de analfabetismo no país e tem como missão contemplar, ainda, a ampliação da oferta pública de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil.

UniSol (Universidade Solidária): criada em 1995, tem como objetivo a articulação e implementação de projetos e ações sociais de Instituições de Ensino Superior (IES), em parceria com empresas públicas e privadas, organizações do Terceiro Setor e comunidades. “O UniSol já mobilizou mais de 23.400 mil estudantes e professores de 200 universidades que desenvolveram projetos em 1.313 comunidades de todo o País. Em 2008 tornou-se um projeto da AlfaSol
, organização integrante da rede criada por Ruth Cardoso.”

ArteSol (Artesanato Solidário): “nasceu da preocupação sensível de pessoas reunidas em torno do desejo e da necessidade de oferecer respostas a desafios colocados pela realidade social brasileira. Inicialmente idealizado como projeto de combate à pobreza em regiões castigadas pela seca, o Artesanato Solidário/ArteSol foi concebido em 1998 como um programa social e , a partir de 2002, tornou-se uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).


Para quem se interessar e quiser conhecer mais, ou até mesmo colaborar com alguma atividade, todas as suas obras sociais estão no Centro Ruth Cardoso:

Centro Ruth Cardoso
R. Pamplona, 1005 - 1° andar - Edifício Ruth Cardoso
São Paulo/SP
Tel.: 11 3372.4325

A falta de liberdade de quem vive em condomínio


Por Laís Alves

Viver em condomínio é uma batalha. São muitas regras impostas pelos moradores, para que seu convívio social seja harmonioso. Mas, muitas vezes, os próprios condôminos não concordam com a maioria das regras de seus condomínios.

Algumas dessas regras são básicas, e se aplicam a todos os condomínios - aquelas que dizem respeito a horários permitidos para reformas, barulhos em geral, utilização de áreas comuns (piscina, sauna, academia, salão de festa, churrasqueira, quadra, etc), elevadores de serviço para transporte de compras e lixo, e ato obseno.

É isso mesmo. Seu vizinho bisbilhoteiro pode chamar a polícia, ele sentir ofensa ao ver você saindo de toalha do banho para se trocar no quarto e só fechou o vidro. A legislação considera atitude libidinosa:

Art. 233 do Código Penal brasileiro. Consiste na prática de obscenidade em lugar público, ou aberto ou exposto ao público. A pena é de detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
Exemplo: nudez voluntária em lugar aberto ou exposto ao público.

Então, se você tem o costume de andar de toalhas, roupas íntimas ou píjama dentro de casa com a janela aberta, abra também o olho com aquela sua vizinha encrenqueira.

Foto: Internet

Em cidades europeias, pode. Em São Paulo, não

Por Aline Parenti

Quem não está acostumado a andar no centro da cidade e encontrar um artista de rua declamando seus versos ou cantando suas canções? São manifestações artísticas para o povo, em um espaço do povo. Que eu saiba, praças, parques e calçadas continuam públicas.

Esta é uma discussão que foi levada ao Supremo Tribunal Federal, depois que o cantor Fabio Martins, 28, teve seus instrumentos apreendidos pela Polícia Militar na Praça da Sé. Ele foi proibido de tocar nas ruas da cidade.

Segundo a prefeitura, as apresentações de artistas de rua só podem ser realizadas mediante autorização. O Judiciário alega que não pode conceder autorização definitiva ao artista, já que a Constituição Federal delega às prefeituras o ordenamento do espaço público.

Desde a Idade Média, o músico de rua é um personagem presente na história de diversos países. Em Londres, Barcelona, Berlim, por exemplo, expressões artisticas como essa não são proibidas, além de servirem para humanizar as cidades, que estão cada vez mais cheias de concreto.


Título provisório

Por Laís Alves

A linha do tempo da cidade de São Paulo na história do Brasil começa na Proclamação da Independência, às margens do Rio Ipiranga, passa pelas fazendas cafeeiras, tem uma participação marcante no início da República e pela industrialização do País em fins do século XIX e início do século passado.
São Paulo, hoje, não é só a maior cidade do Brasil. É a maior da América Latina. E, como Tóquio e Nova York, São Paulo é uma cidade plural. Dentre seus (aproximadamente) 12 milhões de habitantes, encontramos pessoas dos quatro cantos do mundo. E suas ruas acolhem a bagagem de cultura, vícios, opiniões, posições políticas, econômicas ou religiosas dessas pessoas.
Viver em São Paulo é um desafio. O trânsito, as mudanças climáticas que ocorrem diversas vezes em um único dia, a constante pressa com que se vive, dão a sensação de que os dias duram muito mais que 24 horas. São Paulo nunca dorme. E essa é a graça de se viver numa grande cidade - poder comer comida mexicana às 5 da manhã, se tiver vontade.
E sempre tem uma manifestação política, ou sindical ou estudantil (atrapalhando o trânsito, claro). A cultura é rica. Sempre tem o que fazer - e não precisa ser obrigatoriamente nos fins de semana e feriados, a cidade não para. Os parques oferecem esportes gratuitos para todos os públicos.
A economia brasileira ferve em São Paulo. E a cidade tem, inclusive, sua Wall Street, a mais movimentada e mais conhecida - a Avenida Paulista, que é o maior símbolo de sua pluralidade. Na Paulista não há somente edifícios gigantes e imponentes, parte das maiores instituições de ensino, cultura e entretenimento estão na Paulista e seus arredores.
O Rio que me desculpe. Maravilhosa mesmo, é a cidade de São Paulo.